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Ensino Superior

Unespar discute limites e possibilidades da extensão universitária

Extensão Universitária

Com a participação da Bachiana Trumpet Ensemble, grupo formado por alunos do curso de bacharelado em Instrumento no campus de Curitiba I (Embap), a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) abriu, oficialmente, o Seminário de Extensão e Cultura. O evento iniciou na noite desta quarta-feira, 05, no salão social do Clube Recreativo 10 de Outubro, em Campo Mourão.

O seminário que discutirá até amanhã, sexta-feira, os limites e possibilidades da extensão universitária convidou para a conferência de abertura o professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), doutor Jorge Luiz Favaro. Além de questionar sobre quem tem acesso à universidade pública, Favaro traçou uma linha que resgatou a história da prática extensionista.

Como explicou o conferencista, a extensão deve ser entendida como o conjunto de ações desenvolvidas pela universidade que deve estar indissociável do ensino e da pesquisa e ser direcionada à sociedade. Pois, como reforçou, a universidade também tem função social e se constitui na relação do tripé ensino-pesquisa-extensão. “Por meio da extensão, as universidades devem democratizar o conhecimento e, ao mesmo tempo, respeitar e utilizar os saberes populares locais na construção de um novo e mais amplo conhecimento”, enalteceu.

Segundo Favaro, a extensão funciona como um processo de troca onde se ensina e se aprende possibilitando transformar as pessoas e a sociedade. Para ele, alguns limites que a extensão universitária enfrenta estão relacionados à concepção de que essa área não é científica, à institucionalidade que se volta para a pesquisa e, consequentemente, resulta no engessamento curricular. No entanto, considera que o pensamento está mudando. Com isso, considera que nos últimos anos tem ocorrido uma maior abertura institucional para as práticas de extensão, vários órgãos estão direcionando financiamento para projetos e programas de extensão e muitos trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses já tratam da extensão como problema de pesquisa.

Seminário – A abertura do Seminário contou com a presença de diversas autoridades universitárias. Para o reitor da Unespar, professor Antonio Carlos Aleixo, entre 2007 e 2010 quando organizavam as defesas para a constituição da universidade tinham a integração dos campi como um dos argumentos positivos que auxiliariam na melhoraria do Paraná, dos alunos e dos professores. Portanto, com a realização do Seminário de Extensão e Cultura visualiza uma das formas como a integração tem se efetivado. “Ainda estamos em fase de arranjos, organização e pensando nas regulamentações. Porém, em virtude da energia dos envolvidos, hoje a nossa universidade já se equipara a outras grandes universidades. Vamos ter e conquistar um espaço diferenciado no Paraná com o trabalho que realizamos”, argumentou.

O presidente da comissão organizadora e chefe da Divisão de Extensão e Cultura do campus de Campo Mourão, professor João Marcos Avelar, explicitou sobre o objetivo do evento como a oportunidade para a troca de experiências e fortalecimento das pesquisas realizadas na universidade e demais instituições participantes. “O seminário constitui-se também como uma oportunidade de refletir, criticamente, sobre a extensão universitária na Unespar e no Brasil”, disse.

Relembrando sobre a primeira edição, sediada em Curitiba, o pró-reitor de Extensão e Cultura, professor Aurélio Bona Júnior, observou o crescimento alcançado. “No primeiro, a Unespar ainda estava dando seus primeiros passos. Agora, damos um passo importante e maior no rumo da consolidação das políticas de extensão da universidade e temos como desafio encontrar o caminho para a execução dessas políticas. O seminário vai nos ajudar nesse sentido e contamos com a representação de todos os campi o que é fundamental”, pontuou.

O diretor do campus de Campo Mourão, professor Eder Rogério Stela, ao cumprimentar os participantes, comentou a importância da divulgação dos conhecimentos produzidos na universidade e salientou que as atividades científicas auxiliam na consolidação e fortificação da Unespar.